Quais são os principais motivos de demissão em startups?

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Constantemente lemos artigos e posts sobre como atrair talentos, fazer onboarding ou como manter funcionários engajados. Mas e quanto ao caminho inverso, a demissão em startups?

O que fazer quando o colaborador apresenta atitudes que vão contra tudo o que a empresa promove ou que apresenta um comportamento que afeta a performance do grupo e os resultados da startup?

É fundamental que o gestor promova encontros regulares com seus colaboradores, forneça feedbacks e avaliações de desempenho regularmente e seja acessível e estimule o diálogo, pois uma demissão nunca deve ser uma surpresa. Antes de tomar essa decisão, os gestores devem reunir-se com os colaboradores e apresentar os pontos que devem ser melhorados.

Quando todas as tentativas de resgatar esse colaborador são esgotadas e não existem melhoras, não há opção a não ser o desligamento.

No post de hoje, falaremos sobre os motivos de demissão em startups. Confira!

demissão em startups

1. Falta de comprometimento e responsabilidade

A cultura da startup sempre deve pesar mais do que a performance do colaborador. Por melhor que sejam os resultados dele, se ele não compartilhar dos valores éticos da empresa e não demonstrar interesse em fazer parte, influenciando negativamente no clima e no desempenho de seus colegas, a demissão deve ocorrer.

Faltar, se atrasar e não levar as atividades a sério são atitudes que prejudicam a produtividade e o bom andamento do trabalho; esses eventos devem ser sinalizados e, em caso de não comprometimento e em recorrência, pode ser caso para demissão em startups.

2. Performance muito baixa

Pelo fato de as startups serem mais flexíveis, muitas pessoas acham que não existem metas ou códigos de conduta.

Os líderes devem sempre trabalhar com clareza na definição de metas e na propagação da cultura e dos valores da empresa a fim de que o funcionário saiba o que é esperado dele e como ele será avaliado.

Depois de explicitado e realizado o acompanhamento do colaborador, se ainda assim sua performance manter-se abaixo do acordado, o gestor pode avaliar a demissão do funcionário a fim de não prejudicar os resultados da empresa e sobrecarregar os demais colaboradores.

3. Problemas de comportamento

Você já deve ter ouvido a afirmação de que os funcionários são contratados por suas habilidades técnicas, mas desligados por problemas comportamentais, certo?

Essa máxima reflete uma mudança importante nas organizações, que passaram a compreender que o diferencial estratégico de qualquer negócio é alcançado por meio das pessoas.

As startups trabalham de modo a gerar um ambiente de trabalho agradável, infelizmente ocorre de alguns colaboradores exagerarem e ignorarem regras de convivência e, consequentemente, serem demitidos.

Um dos motivos de demissão em startups são as queixas, por exemplo, no caso de um funcionário que reclama de tudo e nunca aponta uma solução. Para que a “rádio corredor” ganhe força, basta que uma informação infundada ou fofoca comece a circular. Essa atitude prejudica o clima e deve ser cortada.

4. Brigas com superiores

Para o bom andamento das tarefas é preciso que haja interação constante. Colaboradores que levam as críticas para o lado pessoal e que, inclusive, param de conversar com colegas de trabalho geram um clima ruim no ambiente.

As brigas com superiores e com os colegas de trabalho estão entre os principais motivos de demissão em startups, pois prejudicam o clima e podem, até mesmo, isolar pessoas, o que é completamente o oposto do que é desejado e deve imperar nas empresas: o espírito de equipe.

5. Desalinhamento cultural

A cultura da startup vai mudando conforme o tempo, mas há pessoas que não acompanham essas mudanças, ou por desinteresse ou por resistência, sendo esse mais um dos motivos de demissão em startups.

6. Falta de alinhamento de expectativas

Por ser de um mercado incerto, as startups não têm muitas definições do trabalho, isso vai evoluindo de acordo com o tempo. Porém, algumas pessoas não conseguem se adaptar a isso e precisam de um “roteiro” do que fazer.

Quem não consegue alinhar suas expectativas de acordo com as da startup apresenta baixa performance e, consequentemente, isso pode acarretar no desligamento do colaborador.

Dica extra: como conduzir o processo de demissão em startups

Falar de demissão é sempre delicado, mas para que você saiba como conduzir esse processo de forma mais tranquila e leve, elencamos abaixo algumas dicas, confira!

Prepare-se para lidar com a carga emocional

No momento do desligamento, é natural ouvir apelos emotivos por parte do colaborador, como problemas familiares, fases de transições, aumento de família, doenças, etc.

Você precisa estar preparado para ser objetivo e racional, lembrando-se do motivo de ter tomado essa decisão.

Portanto, escreva ou ensaie o seu discurso para que a mensagem seja dada com clareza e com empatia.

Inicie o encontro anunciando a sua decisão

Vá direto ao ponto e seja claro de que essa é a sua decisão final. Explique o motivo, dando exemplos reais, e passe para as orientações referentes às burocracias.

Tenha segurança em sua decisão

Antes de conduzir o processo de demissão em startups é preciso esgotar as outras possibilidades, conversar, orientar e liderar.

Caso o desligamento realmente seja a solução, é fundamental se preparar e, durante a conversa, manter a serenidade, a empatia e a razão, sem discutir ou transmitir sua decisão de modo dúbio. Seja seguro, mas gentil. Assim, a pessoa irá ter a oportunidade de assimilar o que foi dito, aprender e crescer com o seu feedback.

E na sua startup, quais são os principais motivos de demissão? Você já aplica alguma das dicas que apresentamos ou tem outra adicional para compartilhar? Deixe sua mensagem nos comentários! 

About Guilherme Junqueira

Empreendedor, Educador e Recrutador.
CEO da Gama Academy